sábado, 29 de junho de 2013

Começando!

Bom, quero continuar do primeiro post, mas não sei sinceramente onde começar. Mas enfim, vamos começar do que eu decidi fazer assim que o médico me alertou que eu poderia ficar diabética e ter uma cirrose - que pode ser uma consequência do acúmulo de gordura no fígado. Minha primeira reação foi ter muita, mas muita raiva de mim mesmo. Eu não queria ter provocado isso em mim mesmo. Eu amo comer, mas passei uma vida achando que a consequência por comer seria no máximo o aumento de peso. E com isso eu já vivia há décadas, então não tinha razão para me alarmar. Eu sempre tive saúde. Bom, isso também é relativo porque de uns 5 anos para cá eu comecei a ter verdadeiro pavor de médico. Certa vez fui numa endócrina e ela ao medir minha pressão - que estava alteradíssima - disse que eu teria um AVC a qualquer momento. Eu entrei em pânico e engordei mais. A política do medo e da ameaça nunca tinha me feito mexer a bunda da cadeira, até esse diagnóstico de agora. Porque só agora eu não sei e nem quero saber. Mas antes tarde do que nunca. Preciso dizer que conto com uma parceirona que é a minha mãe e que sem ela eu não teria conseguido nada. A presença dela comigo no médico, comigo nas minhas caminhadas e até indo ao supermercado pra eu comprar as minhas coisas foi fundamental no comecinho. Eu explico: sou professora e esse primeiro semestre de 2013 estou trabalhando 12 horas por dia. Pra completar trabalho em outra cidade, vou de ônibus, então imaginem que eu disponho de 1 hora por dia pra fazer alguma coisa por mim. Minha mãe então entra ai e me dá o maior apoio. Bom, então no começo de junho antes mesmo de ir à nutricionista e outros médicos - ah sim, tem isso ainda - eu decidi começar por conta própria. Vejam bem, não estou incentivando ninguém a fazer isso sozinho. Mas eu tenho anos e anos de endócrino e nutri nas costas então com alguma ajudinha do que já tinha deles eu montei um cardápio para mim. Nada muito rigoroso e nada fixo. Eu apenas decidi cortar açúcares e gordura e ainda diminuir carboidratos consideravelmente e incluir mais frutas, verduras e fibras na minha vida. O basicão mesmo. Aliado a isso eu ia começar uma caminhada de leve, ainda abaixo do recomendado e ai eu aumento aos poucos. Pronto, apenas isso. E nada com muito rigor. Eu estabeleci que não me proibiria nada ou eu não duraria uma semana nessa 'dieta' porque o proibido é sempre mais gostoso. Então a lei é: coma o que quiser, mas se eventualmente eu enfiar o pé na jaca, eu preciso compensar e não desistir jamais. Desistir é palavra que não existe no meu vocabulário, nunca, jamais, em tempo algum. Então, assim eu dei adeus às coxinhas, sanduíches da rua, sorvete, chocolates, fast food e refrigerante, prometendo é lógico regressar o mais breve possível. 

Tchau pudim da vovó!

Bombom de morango me esperaaaaaaaaa! 

Pastel e outras gorduras, eu vou, mas volto! Prometo!

Eu sei gente, é quase uma tortura olhar essas fotos. Bom seria, se eu não me lembrasse toda vez que olho pra elas - e salivo olhando viu gente - que se eu continuasse nesse caminho de só comer essas delícias acima eu encurtaria e muito minha vida.  Então, eu comecei a pensar que sim, comer é bom, muito bom, mas primeiro eu preciso ter saúde, porque sem saúde a gente aprecia menos as coisas. Minha meta é mesmo ter saúde, ainda que eu lute diariamente com a vontade de comer essas e outras coisas que nem caberiam aqui. Então eu tive de começar - e ainda estou em processo - de descobrir novos sabores, novos cheiros, novos temperos e principalmente novas maneiras de comer. Uma outra coisa é que eu moro com a minha mãe, então vocês podem imaginar que minha vida é fácil e é fácil mesmo já que ela é quase que inteiramente a pessoa que cozinha em minha casa. Mas eu também assumi o compromisso de ser responsável pelas minhas refeições - porque né gente, tô velha demais pra que alguém faça isso pra mim - e no dia a dia como é ela que vai pra cozinha, de ajudá-la com o cardápio, porque a principal reclamação dela é que ela nunca sabe o que eu quero comer. Então eu assumi essa função de sempre pedir o que quero e na medida do possível ajudar com o que posso - inclusive fazendo as compras pra que ela não se sobrecarregue. Bom e foi assim que de fato comecei a mudar minha alimentação. Tem em média 4 semanas que estou fazendo e o que posso adiantar para vocês é que eu já sei que não cumprirei as promessas feitas aos quitutes da foto. A verdade é que sei que a) Não voltarei tão em breve assim b) Eu nem sei mais se quero comer tanta coisa que faça mal desse jeito. 

Bom, eu vou ficando por aqui, depois eu volto com mais. Beijos. 

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